A Imunoterapia ganha espaço no combate ao câncer e em alguns casos pode substituir a quimioterapia

Um grupo de 70 médicos brasileiros da Oncologia D’Or (Rede D’Or São Luiz) está acompanhando de perto as novidades e inovações do ASCO, maior encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, que acontece em Chicago. Estudos sobre imunoterapia apresentados durante o evento mostram o seu uso isolado e/ou associado com quimioterapia para tratamentos de canceres de cabeça e pescoço, estômago, pulmão, entre outros.

A imunoterapia tem sido considerada o principal avanço no tratamento do câncer nos últimos 4 anos. Trata-se de um medicamento que estimula o sistema imune do paciente, ou seja, enquanto o tratamento quimioterápico convencional ataca as células cancerígenas, a imunoterapia potencializa o sistema natural de defesa do organismo, estimulando-o no combate à doença.

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A relevância da imunoterapia é tão promissora que em 2018, o Prêmio Nobel de Medicina foi conferido a dois pesquisadores por suas descobertas relacionadas ao tema. Por ser uma conduta de tratamento recente, para alguns tipos de câncer ainda não havia dados de longo termo que comprovassem sua eficácia. Essa dúvida parece ter sido respondida pelos estudos publicados essa semana no ASCO, maior congresso de oncologia do mundo.

“O impacto da imunoterapia como estratégia mais lúdica e menos tóxica tem sido significativa e tem permitido que 1 a cada 4 pessoas com câncer de pulmão consigam estar vivas em 5 anos, o que antes era praticamente impossível. Uma pesquisa inédita aponta que a imunoterapia também chegou como uma opção para tumores na cabeça e no pescoço, garantindo resultados melhores do que a quimioterapia tradicional.”, afirma o Dr. Daniel Herchenhorn, coordenador científico de oncologia do Grupo D’Or e Doutor em Oncologia pela USP.

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Segundo a Dra. Milena Mak- oncologista da Rede D’Or, especializada em pulmão, “ o estudo Pembrolizumab with or without chemotheraphy versus chemotheraphy for advanced gastric or gastroesophageal junction (G/GEJ) adenocarcinoma: the phase III Keynote-062 Study demonstrou que hoje muitos pacientes, quase 25%, que receberam o medicamento pembrolizumab e que não haviam feito quimioterapia antes estavam vivos depois de cinco anos. O percentual caiu para 15% para os pacientes que tinham feito quimioterapia”.

Para Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or, os resultados apresentados nestes encontros melhoram o tratamento em diversos tipos de câncer. A presença de médicos brasileiros no evento permite que estes tratamentos sejam incorporados e disseminados mais rapidamente em nosso país, e que mais pacientes se beneficiem dos mesmos.

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