Cirurgia reconstrutiva de mama como aliada na recuperação da autoestima

O mês de outubro que no calendário de saúde também é conhecido como Outubro Rosa, chega para intensificar a conscientização das pessoas quanto à importância de fazer os exames regularmente. Apesar de ser uma orientação já bastante propagada, esse ainda é o tipo de câncer que mais mata mulheres em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Quando diagnosticado, a doença é tratada clínica e cirurgicamente, sendo a  mastectomia remoção total da mama, um dos tratamentos mais recorrentes e que mais afeta a autoestima da paciente.

“A cirurgia da mama é a parte central do tratamento do câncer, podendo ser indicada a quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante, ou ainda radioterapia ou hormônio terapia, a depender do tipo de tumor”, afirma a médica radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dra Beatriz Maranhão.  A cirurgia muitas vezes é o procedimento mais indicado, pois consiste na retirada da mama, o que impede que o tumor se espalhe para outros órgãos do corpo e continue se desenvolvendo. No entanto, ela termina afetando a autoestima das mulheres.

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“Em alguns casos, durante a quimioterapia, pode acontecer queda de cabelo, e esse fator deixa a paciente bem triste, já que é o primeiro sinal de que realmente está acontecendo algo errado com o corpo. Quando a cirurgia é feita, o simbolismo é igual. A mulher fica bem fragilizada com o processo, mesmo sabendo que é o melhor tratamento para ela”,  completa.

Alberto Ferraz (Foto: Thiago Carvalho)

Com intuito de amenizar o problema e ser aliado na busca da autoestima, existem as cirurgias reconstrutivas, que tem como principal objetivo trazer de volta a vida normal das pacientes. “A cirurgia reconstrutiva pode ser feita imediatamente após a mastectomia, caso não haja nenhum impedimento do médico oncologista que acompanha a paciente. Fazer logo após o procedimento de retirada das mamas é preferível pelos fatores emocionais positivos”, afirma o cirurgião plástico da clínica Vanità, Alberto Ferraz.

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“A autoestima é fundamental na recuperação de uma paciente com câncer de mama. A doença mexe muito com o emocional das pessoas. No caso das mulheres elas ainda sofrem com a questão da vaidade e não aceitação do novo corpo”, afirma o cirurgião. De acordo com Ferraz a cirurgia de reconstrução da mama dura cerca de três horas. Em alguns casos, é possível utilizar o tecido do abdômen do paciente para fornecer um volume adequado para a nova mama.

Ainda existe o medo e o mito de que o silicone irá camuflar um possível tumor durante o exame de mamografia. Para esses casos, a radiologista Dra Beatriz Maranhão tranquiliza. “Não há risco de camuflagem do tumor quando a mamografia é feita em uma clínica confiável. Para quem tem silicone, o exame é feito de maneira diferente. Nesses casos, a mamografia precisa de um pouco mais de imagens. Por isso são oito radiografias, quatro de cada mama.  Sendo quatro com a prótese e quatro com uma manobra com a técnica que afasta a prótese para cima e para trás, sendo possível radiografar apenas o tecido mamário”, finaliza Dra Beatriz.

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