Clareamento dental: Mitos e Verdades! Saiba mais sobre as novidades para obter um sorriso branco e saudável

São muitos os mitos que giram em torno do clareamento dos dentes. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar que eles estejam manchados ou escuros demais para optar por um tratamento de clareamento. Entretanto, a técnica recomendada para aqueles que estão insatisfeitos com a cor dos seus dentes requer uma orientação profissional pois, se realizada de qualquer maneira, pode causar alguns danos à saúde como irritação da gengiva, inflamação seguida por sensibilidade em alto grau, até calcificação da polpa do dente quando há um exagero na concentração do gel ou no tempo de uso. Mas, diante da alta procura pelo tratamento, quais as principais dúvidas? Para ajudar a entender como ele funciona, se traz algum mal, quando é recomendado, entre outras dúvidas, a dentista e especialista em odontologia estética Andrea Brito, esclarece os maiores mitos e verdades na hora de obter um sorriso branco.

Andrea Brito
Andrea Brito

– Qualquer pessoa pode fazer clareamento?

A grande maioria sim. As contra-indicações seriam para gestantes, lactantes, pacientes com doenças gengivais, cárie ou qualquer outra patologia bucal, crianças menores de 14 anos, pacientes com  alergia a alguns componentes da fórmula. Aqueles com dentes sensíveis, merecem uma preparação prévia com agentes próprios que vão preparar os dentes para o clareamento dental sem sensibilidade.

– Clareamento deixa os dentes sensíveis?

Parcialmente verdade. Realmente alguns pacientes podem apresentar sensibilidade durante ou após o tratamento. Muitas vezes a queixa dos “dentes sensíveis” é decorrente de retração gengival que leva à exposição da raiz do dente e essa precisa de um tratamento específico para ficar protegida durante o clareamento. Às vezes a penetração do peróxido (o agente ativo do gel clareador) pode alterar o equilíbrio hidrodinâmico do dente e levar a alguma pequena sensibilidade, que é normal, principalmente nos primeiros dias. Outro fator seria devido a altas concentrações do peróxido e uso de laser para clareamento que pode levar a uma grande penetração deste na polpa e daí provocar danos que podem ser irreversíveis. Fique atento se essa sensibilidade é muito acentuada, pois algo fora do normal pode estar ocorrendo.

– Cremes dentais funcionam como clareadores?

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Mito. Os cremes dentais branqueadores possuem muito pouca quantidade de agentes ativos do clareamento dental. Mas, por serem abrasivos, removem manchas externas e dão a impressão de dentes mais brancos. Devem ser usados com pouca frequência, pois são mais abrasivos.

– Clareamento enfraquece o dente?

Mito. O clareamento consiste em uma reação química. O gel clareador age no pigmento que ocasiona o escurecimento dental. Esse processo não é abrasivo e não afeta a estrutura dos dentes. Os claredaores mais modernos tem cálcio e flúor na composição, isso conta pontos super positivos, pois remineraliza rapidamente a estrutura dos dentes.

– Durante o clareamento é recomendado não ingerir bebidas e alimentos com corantes?

Mito. Existem estudos clínicos randomizados que provam ser esse fator o menos importante para o resultado satisfatório do clareamento dental. Podem alterar  a durabilidade da cor alcançada com o clareamento, que será reduzida se o paciente consumir excessivamente algumas bebidas como açaí, sucos de uva concentrados, café, chá preto ou ainda fumar.

– Os dentes escurecem com o passar dos anos?

Verdade. O efeito do clareamento dental tem duração variada, mas na maioria das vezes a cor “satisfatória” pode se manter por um a três anos em média. Pessoas com uma exposição alta a agentes cromogénicos como o café e chá, por exemplo, necessitam de um tratamento de reforço maior, a cada ano por exemplo. Para pessoas que tem uma exposição menor às substâncias que causam manchas, esses retoques são menos frequentes.

– Clareamento provoca câncer? 

Mito. Não há relatos nem evidências de que os agentes clareadores venham a provocar o câncer, pois o peróxido de hidrogênio é um componente ativo que está presente nosso organismo. Claro que sempre deve existir o bom senso na frequência de qualquer tratamento dental ou de saúde do indivíduo.

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– Quais são as técnicas disponíveis para clarear os dentes? 

Para a maioria dos pacientes, os dentes podem ser clareados de três maneiras:

  1. Em consultório: mínimo de duas a três sessões de 60 minutos cada (para acelerar o processo e atingir alguns pigmentos específicos), com géis clareadores à base de peróxido de hidrogênio que variam de 20 a 40%, sem a necessidade do uso da Luz ou Laser;
  2. Em casa através do uso de uma moldeira individualizada ou préfabricada, na qual o cliente coloca um gel clareador à base de peróxido de carbamida ou Hidrogênio (em diferentes concentrações que sàoindicadas de acordo com a idade, tipo de manchamento, sensibilidade e tempo disponível para a sua utilização), por um período mínimo de 14 dias ou noites, dependendo do grau de manchamento dental;
  3. Associação das duas técnicas acima citadas, isso traz resultados mais satisfatórios e mais rápidos. Das 3 técnicas citadas, esta é a que apresenta os melhores resultados pois envolve maior acompanhamento profissional e os recursos necessários para bons resultados.

– Ocorre algum dano às gengivas com o uso de gel de clareamento? 

Na maioria das vezes não. Alguns pacientes podem apresentar uma ligeira sensibilidade nas gengivas quando se utiliza o gel numa maior concentração, quando a moldeira não está bem lisa e adaptada, ou quando se exagera na dose de aplicação. Caso isto ocorra, é recomendável o retorno ao dentista para identificar a causa da irritação gengival.

– A partir de que idade pode ser feito o clareamento? 

A partir dos 14 anos o clareamento de dentes é aceitável, porém com dosagens e concentrações adequadas à idade. Apesar de seguro e muito usual, deve ser personalizado e individualizado para cada paciente, pois a resposta é sempre muito favorável desde que se respeitem os fatores intrínsecos de cada um.

– Quais os efeitos colaterais do clareamento dental? Ocorre muita sensibilidade com frio? 

Após o quarto ou quinto dia de uso da moldeira + gel, pode ocorrer uma sensibilização dos dentes com frio, porém este incômodo passa com o tempo, não havendo a necessidade de tomar nenhum analgésico. São raros os casos de dor.

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A técnica de clareamento em consultório, com laser ou qualquer outro tipo de fonte luminosa (LED, halógena, arco de plasma), pode gerar maior sensibilidade, pois utiliza-se géis em concentrações maiores, de 25 a 38%.

– Quanto tempo dura um clareamento dos dentes?  

A durabilidade do clareamento dental é muito variável. Depende muito da origem das manchas, da cor inicial, da idade do paciente e também dos hábitos alimentares, higiene e da assiduidade do paciente ao consultório. Nos pacientes fumantes, que tomam muito café, refrigerantes à base de cola, chás escuros, vinho tinto, açaí, o clareamento dental dura menos, mas a cor nunca retorna completamente à cor original.  Este pode ser repetido, sendo importante que se aguarde por volta de 12 meses para uma nova intervenção . De qualquer forma, o clareamento dental tem a finalidade de iluminar o sorriso e a face, sendo   um procedimento muito usual sem danos a estrutura dos dentes, desde que realizado por um profissional que tenha experiência com a técnica e que respeite os aspectos individuais de cada paciente.

– O clareamento dental pode proporcionar um resultado artificial? 

Mito. De acordo com a Sociedade Brasileira de odontologia Estética, o clareamento promove uma mudança positiva na fisionomia do paciente. O procedimento tem acompanhamento constante de um cirurgião dentista, que periodicamente analisa o processo de clareamento. O Paciente e o dentista irão definir juntos o resultado final do tratamento, observando o quão branco ficarão os dentes. Segundo a doutora Andréa Brito, geralmente, os resultados artificiais que encontramos tem relação com próteses e facetas de porcelana desproporcionais em relação à uma cor muito branca ou formatos inadequados à face e idade do paciente”, diz a dentista.

Foto: Divulgação

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