Filme caruaruense participa do Festival de Cannes

Fazer cinema sempre foi um desejo do publicitário e fotógrafo Eder Deó. O que ele não imaginava era que o seu primeiro filme, “IMERSO”, gravado em novembro de 2016, já o levaria ao festival de cinema mais consagrado do mundo, o Festival de Cannes.

O curta-metragem foi selecionado para a Short Film Corner – um espaço dentro da programação do festival onde são apresentados curtas-metragens de diversos países. O representante caruaruense deverá ter seu lançamento mundial, entre os dias 22 e 28 de maio, diante de uma plateia formada, em sua maioria, por profissionais da área de cinema e críticos.

IMERSO retrata passagens do cotidiano do jovem João, interpretado pelo ator Aguinaldo Sena, quando pessoas começam a aparecer e desaparecer do seu campo de visão. Com essa trama, o diretor Eder Deó leva o espectador a se questionar se ele é capaz de enxergar o que está sendo falado através de ações e o quão imerso ele está. Para despertar todos os sentidos do telespectador, Deó escolheu trabalhar com a estética toda em preto e branco. “O P&B cria uma atmosfera bucólica, intimista e, de certa forma, melancólica. Essa película correspondia exatamente ao universo em que o personagem está inserido. Praticamente, tudo o que se vê no filme conta a mesma história de várias formas diferentes”, explica.

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Foram quatro meses de trabalho intenso desde a captação de imagens, feita em três dias, até a etapa final de montagem, edição e pós-produção e cerca de 20 profissionais envolvidos na produção 100% feita em Caruaru. “Fazer cinema com baixo orçamento não é fácil, mas consegui unir uma equipe que já faz parte do meu dia a dia de produção de filmes publicitários, todos acreditaram no projeto e puderam baratear os custos e eu consegui o resultado esperado”, comenta o cineasta que já pretende tirar outros roteiros da gaveta para pôr em ação, incluindo um longa-metragem.

Sonhar alto e voar longe não é um problema para o diretor. Há menos de dois meses da participação, Eder consegue se dividir entre trabalhar em agência de publicidade, escrever mais roteiros, organizar a viagem para a França para acompanhar a estreia do filme e, ainda,  os editais de inscrições para festivais de cinema no Brasil. “Às vezes, acho que a ficha nem caiu direito. Ser aprovado em Cannes foi a confirmação de que todo o esforço valeu a pena. Fora colocar seu primeiro filme num dos festivais de cinema mais prestigiados do mundo. A insegurança existe, mas estrear em um festival desse porte representa que fizemos a coisa certa”.

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